terça-feira, 12 de julho de 2011

Relatório de Observações

Relatório de Observações

1. Identificação do nível de ensino e características gerais da turma:
 
As aulas foram observadas no período de 9 de maio a 13 de junho em uma escola estadual da zona urbana, com alunos de 2º ano de Ensino Médio, na turma 207, no turno da noite. Em média compareciam às aulas, quinze alunos, que tinham entre dezesseis e dezenove anos, a turma demonstrava ser participativa, interessada, mas alguns pareciam cansados do dia de trabalho que tinham antes de vir para a escola.

2. Aspectos relativos à formação e atuação do/a professor/a (sem citar nome):



A professora da turma trabalha a três anos com a Disciplina de Artes em diferentes escolas. A professora é também artista plástica, e no momento está cursando mestrado. Ela tem um bom relacionamento com os alunos e se preocupa com a formação integral de seus alunos com verdadeiros cidadãos. Talvez por ter pouco tempo de aula quer passar muitas informações e algumas vezes, os alunos parecem não entender todas elas.

3. Caracterização do espaço de trabalho e recursos disponíveis:

A escola, no geral, tem um bom aspecto, mas as salas de aula não tem um aspecto muito agradável e as mesas são muito sujas. A escola dispõe de uma sala de vídeo, para ser usada por muitos professores, de modo que é preciso fazer agendamento prévio e entregar um projeto para ter acesso à sala, que muitas vezes, dá problemas. Os aparelhos de som não funcionam, mas na biblioteca a um bom material sobre Artes. As aulas acontecem, no período da noite, semanalmente e tem a duração de 40 minutos.

4. Observação da situação de ensino-aprendizagem:
1ª aula

Alunos dispostos em círculo, o notebook da professora sobre uma mesa.

A professora apresentou um texto de “uma menina”, entregou-o e o leu para os alunos:


Transcrição do discurso de Severn Cullis-Suzuki, de junho de 1992:

"Olá! Eu sou Severn Suzuki. Represento, aqui na ECO, a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir. Vanessa Sultie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Foi através de muito empenho e dedicação que conseguimos o dinheiro necessário para virmos de tão longe, para dizer a vocês, adultos, que têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui, hoje, não preciso disfarçar meu objetivo: estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores. Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças que passam fome pelo mundo e cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o planeta, porque já não têm mais aonde ir. Não podemos mais permanecer ignorados!

Eu tenho medo de tomar sol, por causa dos buracos na camada de ozônio. Eu tenho medo de respirar este ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver, com meu pai, até que, recentemente, pescamos um peixe com câncer. E, agora, temos o conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos e extintos dia após dia.

Eu sempre sonhei em ver grandes manadas de animais selvagens, selvas e florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas. E, hoje, eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?

Tudo isso acontece bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções; mas, quero que saibam que vocês também não as têm.

Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os peixes das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. E vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje há desertos. Se vocês não podem recuperar nada disso, por favor, parem de destruir!

Aqui, vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos; mas, na verdade, vocês são mães e pais, irmãs e irmãos, tias e tios. E todos, também, são filhos.

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas; e que, ao todo, somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade.

Sou apenas uma criança, mas sei que esses problemas atingem a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo. Estou com raiva, não estou cega e não tenho medo de dizer ao mundo como me sinto.

No meu país, geramos tanto desperdício! Compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora... E nós, países do Norte, não compartilhamos com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las. No Canadá, temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.

Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: "Eu gostaria de ser rica; e, se o fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho". Se uma criança de rua, que nada tem, ainda deseja compartilhar, por que nós, que tudo temos, somos ainda tão mesquinhos?

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália, ou uma vítima da guerra no Oriente Médio; ou, ainda, uma mendiga na Índia.

Sou apenas uma criança; mas, ainda assim, sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!

Na escola, desde o jardim da infância, vocês nos ensinaram a sermos bem-comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com as outras crianças, a resolver as coisas da melhor maneira, a respeitar os outros, a arrumar nossas bagunças, a não maltratar outras criaturas, a dividir e a não sermos mesquinhos. Então por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências e para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes: "Tudo vai ficar bem, estamos fazendo o melhor que podemos, não é o fim do mundo". Mas, não acredito que possam nos dizer isso. Nós estamos em suas listas de prioridades?

Meu pai sempre diz: "Você é aquilo que faz, não o que você diz". Bem... O que vocês fazem, nos faz chorar à noite.

Vocês, adultos, dizem que nos amam... Eu desafio vocês: por favor, façam com que suas ações reflitam as suas palavras.

Obrigada!"

Após, mostrou um trecho do vídeo onde essa menina aparece fazendo o seu discurso:
A seguir a professora fez uma sensibilização com os alunos pedindo:

·       Como é possível fazer a diferença nesse mundo em que vivemos.

Os alunos deram suas opiniões.
Então, a professora, apresentou outro vídeo:

Nesse vídeo aparecia um trabalho realizado pedindo que as pessoas utilizassem a escada normal, ao invés da escada rolante.



Questionou novamente os alunos com as seguintes indagações;

·       Qual das escadas vocês escolhem?

  • O que fariam para que as pessoas usassem a escada normal?
  • O que é mais saudável?
Questionou os alunos pedindo;

·       Que outras coisas a gente faz e sabe que teria um jeito melhor?

·       Não só o melhor, mas, o mais interessante?


Os alunos deram suas opiniões.

A professora mostrou outros vídeos, um sobre o lixo e outro sobre o trabalho do artista Cris Jordan, sobre estatísticas do lixo:

A professora pediu que os alunos escrevessem um texto, em casa, falando sobre a sustentabilidade em nosso planeta e o que poderiam fazer para realmente fazer a diferença na vida das pessoas.


2ª aula

Alunos dispostos em círculo, o notebook da professora sobre uma mesa.

A maioria dos alunos não trouxe o texto solicitado na aula anterior.

A professora iniciou a aula com a fala de que a Arte deve ser vista como uma linguagem de fala e intervenção, não como uma coisa ao léu, e sim como algo útil para as pessoas.

Questionou os alunos quanto às atitudes que tinham, mas que não se davam conta:

·       Quanto tempo demoramos no banho?

·       Quantas coisas desnecessárias compramos?

·       Quanta poluição é gerada por causa dos jogos de futebol?

·       Como fica a praia quando as pessoas passam o 1º do ano lá?

·       De vinte anos pra cá, o que se criou mais de lixo que antes não existia?

·       Quem vocês conhecem que não utiliza essas novas tecnologias, como o celular, por exemplo?

·       Somos uma geração mais evoluída?

·       Até que ponto?
Nesse momento os alunos e a professora comentam o seguinte comercial do Itaú:


E a professora volta a indagar:

  • Por que precisamos de mais dinheiro?
  • Por que consumimos tanto?
A professora fala sobre o vídeo a história das coisas:


Nesse momento a professora e os alunos falaram sobre consumismo.

E então a professora propõe que os alunos escolham uma forma de fazer arte: Teatro, vídeo, instalação, performance, com o seguinte tema:

O que eu faço de melhor?
3ª aula

A professora traz para aula uma nova proposta. A proposta é que os alunos aproveitem tudo o que foi comentado nas aulas anteriores e produzam um vídeo para participarem do Festival Nacional de Curtíssima Metragem- Claro Curtas 3ª edição.

E o tema muda passa para:

O tempo do agora.

Comentou que era uma oportunidade de criarem arte a partir de suas reflexões e os alunos individualmente começaram a escrever um roteiro para o vídeo.

Os alunos teriam um prazo de quinze dias para produzirem seus vídeos para que esses pudessem ser inscritos no concurso.

Os alunos gostaram da novidade.

4ª aula

Nessa aula a professora separou os alunos em grupos e estes discutiram sobre a melhor maneira de produzir o vídeo.

A professora passava pelos grupos dando sugestões e tirando as dúvidas.

5ª aula

Nesse dia a professora passa novamente pelos grupos auxiliando-os quanto a produção do vídeo e comentando sobre o que já estava sendo desenvolvido pelos alunos.
Durante as aulas que observei, notei que os alunos construíram o conhecimento tanto para a vida como para a arte, pois a disciplina de Artes foi trabalhada de forma contextualizada com a vida dos alunos. Os alunos puderam desenvolver o três eixos norteadores da Abordagem Triangular; Fruição- Reflexão e Ação.

Acredito, porém, que os alunos poderiam ter produzido mais durante as aulas. A professora trouxe muitos vídeos, muitas propostas, muitas informações, talvez pelo pouco tempo de que dispõe em suas aulas, quer que seus alunos conheçam um pouco de tudo. Notei que muitos alunos, assim como eu, ficavam um pouco confusos com as propostas.

Assisti aos vídeos produzidos e me surpreendi com a produção dos alunos.

A professora realmente conseguiu atingi-los, fazendo-os refletir e produzir algo para um melhor viver em sociedade.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

VÍDEOS PRODUZIDOS POR MEUS ALUNOS



video video video

PLANO DE AULA COM RELATO

PLANEJAMENTO PARA SER REALIZADO COM MINHA TURMA DE 2º ANO DE ENSINO MÉDIO

DURAÇÃO: 6 aulas de 50 min.

TEMA - Relacionamentos


JUSTIFICATIVA

          O relacionamento faz parte da condição humana. Pois o homem não é uma ilha e se relaciona constantemente com os meios e seus iguais. Entretanto, a qualidade desses relacionamentos é mutável. Ela muda de acordo com a cultura, o tempo e o contexto geral que o indivíduo se insere.

          É interessante pensar também a questão de gênero nos relacionamentos. Como tem sido a relação homem-mulher desde os tempos mais remotos? E como ela está nos dias de hoje?

Pensando nisso e na banalização das relações que acontecem na contemporaneidade devido a diversos fatores, esse projeto se justifica por buscar um olhar mais crítico e maduro do adolescente perante o namoro, o sexo e, a própria vida.

Através da arte e das novas linguagens tecnológicas os alunos poderão ser estimulados a refletir sobre a vida e desenvolver o conhecimento próprio dos conteúdos específicos para a série indicada.

OBJETIVOS

- Apreciar vídeos nas linguagens de Stop Motion e animação.

- Compreender os conceitos relativos às linguagens propostas.

- Refletir sobre os relacionamentos, com ênfase na questão de gênero.

- Produzir vídeos de Stop Motion.

- Refletir sobre a utilização consciente das novas tecnologias.

- Aplicar o conhecimento construído através da criação de novas imagens.

- Exercitar a habilidade de argumentação através da linguagem escrita e oral.

 CONTEÚDOS

- Enquadramento, iluminação e planos na utilização da linguagem audiovisual.

- Conceitos relativos à linguagem audiovisual.

 PROCEDIMENTOS

          1ª Aula: Apreciar a animação Up Altas Aventuras e abrir espaço para a discussão sobre possíveis interpretações e relações construídas pelos alunos.

Posteriormente apresentar o Stop Motion Dailymotion - Jan Svankmajer, courts métrages volume 1 - une vidéo Filmes e Televisão estimulando os alunos a refletir sobre os relacionamentos, destacando o relacionamento entre homem e mulher.

2ª Aula: Na segunda aula, os alunos serão estimulados a ler o texto a seguir e discutir sobre o mesmo, tirando possíveis dúvidas sobre o conceito.

O que é Stop Motion?

É provável que você já tenha ouvido falar sobre e mais provável ainda que já tenha visto alguma animação feita com a técnica chamada de Stop Motion. Ela é bastante usada por gigantes do entretenimento como a Disney e também na criação de animações caseiras e não tão pomposas.

Usada tanto em desenhos animadas quanto em filmes com atores reais, esta técnica é bastante difundida no meio cinematográfico e há alguma década faz parte da rotina criativa de diversas pessoas ao redor do mundo.

Stop Motion (que poderia ser traduzido como “movimento parado”) é uma técnica que utiliza a disposição sequencial de fotografias diferentes de um mesmo objeto inanimado para simular o seu movimento. Estas fotografias são chamadas de quadros e normalmente são tiradas de um mesmo ponto, com o objeto sofrendo uma leve mudança de lugar, afinal é isso que dá a ideia de movimento.

E como isso tudo começou?

A história do Stop Motion remonta aos primórdios do cinema. O mágico e ilusionista francês George Mélies viu nesta arte uma ótima possibilidade para dar sequência aos seus truques misteriosos que encantavam a todos. A partir da técnica do Stop Motion ele alcançou o ápice de sua carreira cinematográfica com o filme Viagem à Lua, de 1902. No curta, a chegada na Lua de um foguete com tripulação humana é criada a partir desta técnica.

Ao longo do século XX a técnica foi sendo desenvolvida e aprimorada por diversos diretores de cinema e durante muito tempo foi a base para efeitos especiais em filmes com robôs e monstros, pois como ainda não existia toda esta tecnologia capaz de criar qualquer coisa a partir de um computador, os cineastas recorriam à movimentação quadro a quadro.

Leia mais em


Posteriormente, serão apresentados mais alguns modelos de Stop Motion feitos com diferentes materiais para que os alunos possam apreciar.

Ao final da aula será solicitado que os alunos tragam diferentes materiais para a aula seguinte, além de câmera fotográfica, fundos diferenciados, entre outros.

3ª Aula: Para essa aula, os alunos divididos em grupos farão um roteiro para o desenvolvimento do Stop Motion com a temática discutida em aulas anteriores.

4ª Aula: Na quarta aula, os alunos iniciarão um Stop Motion com o material que escolherem, fazendo a captação das imagens.

5ª Aula: Na quinta aula os alunos finalizarão a tarefa iniciada em aula anterior, editando as fotografias com a orientação da professora no programa Movie Maker.

6ª Aula: Na última aula os alunos deverão redigir uma justificativa para o trabalho realizado acrescentando uma auto-avaliação e descrevendo o processo de criação. Para finalizar, os vídeos serão apresentados para a turma apreciar e discutir os resultados.

RECURSOS

- Stop Motions disponíveis em:






- Texto sobre Stop Motion


- Câmeras digitais.

- Computadores.

AVALIAÇÃO

          Os alunos serão avaliados durante o processo de criação e de apreciação.

REFERÊNCIAS

FERRAZ, Maria Heloisa C. FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 1993.

HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: Os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.

BARBOSA, Ana Mae. História da Arte-educação. São Paulo: Max Limonad Ltda, 1986

IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte. Artmed.

RELATÓRIO DO PLANO DE AULA

DESCRIÇÃO DAS AULAS
          1ª Aula: Os alunos demonstraram interesse ao apreciar os vídeos, principalmente o de Stop Motion. Alguns fizeram relação da Animação com o cinema mudo. Em relação à temática proposta, alguns alunos se manifestaram dizendo que os relacionamentos de hoje acabam-se muito facilmente por diversos motivos e algumas vezes motivos fúteis.

2ª Aula: Ao ler o texto, os alunos demonstraram curiosidade e interesse na técnica. Alguns, inclusive, se anteciparam pedindo se eles iriam fazer também. Nesse momento, a professora fez a mediação contextualizando a linguagem referida.

3ª Aula: Os alunos divididos em grupos desenvolveram com a orientação da professora um roteiro para o trabalho que seria iniciado. Nesse roteiro deveriam constar identificação e idéias gerais do grupo para elaboração do Stop Motion. Posteriormente foi solicitando também que trouxessem diferentes materiais para a aula seguinte.

4ª Aula: Poucos alunos trouxeram o material solicitado. Entretanto, a disponibilizei vários materiais para a produção das imagens. Nessa aula, alguns alunos conseguiram fotografar e organizar os materiais. Outros apresentaram algumas dificuldades, principalmente ao fotografar com a câmera parada. Auxiliei os alunos passando nos grupos.

5ª Aula: Nessa aula, alguns alunos e eu levamos notebooks e na sala de aula mesmo, os alunos editaram seus trabalhos. Alguns alunos preferiram finalizá-los em casa. 

6ª Aula: Antes de apreciar os vídeos produzidos, os grupos foram desafiados a escreverem sobre seus processos criativos, fazendo inclusive, uma auto-avaliação. Após, assistiram os vídeos dos colegas e discutiram sobre o assunto abordado nos vídeos. Os alunos comentaram que gostaram muito de conhecer e realizar trabalhos com a técnica do Stop Motion. Foram muito participativos comentando as produções dos colegas, inclusive relacionando com fatos de suas vidas.

CONCLUSÃO
          A partir de reflexões construídas durante o projeto, foi possível perceber que existem hábitos de comportamento arraigados, principalmente nas questões de relacionamento homem-mulher. Nesse sentido não senti muita transformação com o trabalho desenvolvido.

          Entretanto, é possível destacar como algo produtivo o interesse dos mesmos em desenvolver um trabalho de qualidade a partir do tema proposto. As linguagens contemporâneas tecnológicas se mostraram uma via de acesso para despertar a curiosidade dos alunos.

Acredito que ficaram mais experiências positivas do que negativas e os objetivos foram atingidos em sua maioria.

domingo, 10 de julho de 2011

Ensino de artes visuais e avaliação

De acordo com Hernández a avaliação é um processo crucial que acompanha o processo de aprendizagem. Está imbricada no processo de aprendizagem. Ele trata de alguns aspectos históricos no que diz respeito ao que se espera da avaliação e de suas relações com concepções de arte. E faz muitas considerações importantes sobre as problemáticas envolvidas neste processo, especialmente na educação em arte.
Certamente a leitura deste texto nos leva a uma boa reflexão sobre o tema, tratando de finalidade e formas de avaliação, bem como sobre instrumentos e critérios.

http://moodle.regesd.tche.br/file.php/276/hernandez_cap_07.pdf


Há uma edição do Boletim Arte na Escola que trata da questão da avaliação no ensino de arte. É o número 53.

http://pt.scribd.com/doc/29605037/Arte-e-Ensino-Boletim-do-Instituto-Arte-na-Escola-n%C2%BA53

O papel do professor como provocador de construções significativas

O papel do professor como provocador de construções significativas
O professor como mediador e pesquisador
O estudo de dois textos abaixo indicados, que tratam de questões relativas às funções e papel do professor, no ajudarão a pensar sobre estas questões.

Um dos textos é de um grupo de pesquisa da UNESP, coordenado pela Prof. Mirian Celeste Martins e trata do conceito de mediação, com enfoque sobre o papel do professor. Na sala de aula o professor é um mediador? Em que sentido? O que significa a palavra mediação em se tratando do campo de atuação docente em artes visuais? O texto traz um apanhado de repostas de professores de artes e de reflexões a partir destas falas.
O texto intitula-se Mediação: estudos iniciais de um conceito e está disponível abaixo.

O outro texto é de Marcos Villela Pereira (PUCRS) e trata da necessidade permanente de pesquisa na construção da professoralidade. Villela Pereira faz menção, no texto, de um pouco da história da educação no campo da arte, citando Noêmia Varela, importante educadora na história da arte-educação brasileira, ligada ao movimento Escolinha de Arte.
 Para complementar a leitura deste texto indico um vídeo postado no site Youtube, em 3 partes, com Noêmia Varela dando um depoimento sobre sua experiência e pensamento como arte-educadora.
http://www.youtube.com/watch?v=Fk1Cx06ILKM

O texto de Villela Pereira intitula-se Pesquisa em educação e arte: a consolidação de um campo interminável
http://www.rieoei.org/rie52a03.pdf

Forma de pensar o ensino de artes visuais na contemporaneidade: proposta triangular

Existem muitas formas de pensar o ensino de artes visuais na contemporaneidade: proposta triangular, cultura visual e projetos de trabalho.
A seguir é possível ter acesso a informações sobre a Abordagem Triangular:
Trabalho realizado pelas alunas:

Andrea M. S. Bertassi, Cristiane B. de Lima, Maristela L. Cesar, Marizete Maffei

PROPOSTA TRIANGULAR DE ANA MAE BARBOSA

-Fundamentos da proposta;

-Aspectos metodológicos;

-Importância deste enfoque para o ensino de artes visuais no contexto atual.

 “A arte contribui muito para desenvolver o sentido de cidadania, atentar para a diversidade cultural e para começar a respeitar as diferenças entre grupos culturais.”diz a arte-educadora, numa entrevista para a TV cultura. Ana Mae BarbosaDomingo, 18 de Outubro de 1998 (pgm0627)

(http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/pgm0627

O ensino da Arte já passou por diferentes propostas metodológicas e somente a partir da nova LDB, acontece uma reestruturação em torno da disciplina, sendo que, a proposta metodológica mais forte para o ensino é a Proposta Triangular, criada por Ana Mae Barbosa.

Fruição-Produção-Reflexão

Os eixos norteadores não seguem uma hierarquia e são o ponto de partida para a leitura de imagens e não a limitação.

Na lei nº 9394/96, conforme o seu artigo 26, §2º: “O Ensino da arte constituirá
componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de

forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (BRASIL, 1997, p.30).

Que será possível com as seguintes ações:

AÇÕES

LEITURA DE IMAGENS

CONTEXTUALIZAÇÃO

CRIAÇÃO

A METODOLOGIA OPORTUNIZA:

•O desenvolvimento da capacidade do aluno em formular hipóteses

•Despertar a capacidade crítica

•Contextualizar sua leitura com o mundo

•Articular as leituras de imagens com as demais disciplinas

•Proporcionar o desenvolvimento cultural do indivíduo

•Agregar outros saberes

•Construir novos conhecimentos

•Desenvolver sua individualidade e coletividade“O que a arte na escola principalmente pretende é formar o conhecedor, fruidor e decodificador da obra de arte (...) 1991, pág. 10

 Importância deste enfoque para o ensino de artes visuais no contexto atual.

As propostas contemporâneas do ensino da arte ampliaram-se e o arte -educador passou a ter um papel fundamental nos processos e métodos deste novo ensino.

Esta proposta pode ser expandida e contribuir para o desenvolvimento de outros projetos educacionais se houver o envolvimento do professor.

Todas as áreas do conhecimento podem ser beneficiadas com esta proposta que valoriza as produções artísticas e as informações culturais históricas.

O fazer artístico ganha importância no contexto escolar, pois, por meio dele o estudante passa a compreender e assimilar as obras de arte e períodos históricos pertencentes a ela estudados em sala, bem como, pode expressar por meio de uma linguagem da arte, suas idéias, concepções e sentimentos. Através da apreciação de uma obra de arte se desenvolve a habilidade de ver e descobrir as qualidades do mundo visual que cerca o apreciador, educando o senso estético.

 Como explica Ana Mae (1995, p. 63, grifos nossos):

“Num país onde os políticos ganham eleições através da televisão, a alfabetização pela leitura da imagem é fundamental, e a leitura da imagem artística, humanizadora”.

 "Não é possível conhecer um país sem conhecer e compreender sua arte “

"Um país só pode ser considerado culturalmente desenvolvido se ele tem uma alta produção e também uma alta compreensão dessa produção"

 "A linguagem visual nos domina no mundo lá fora e não há nenhuma preocupação dentro da escola em preparar o aluno para ler essas imagens. O público quer conhecer; falta educação para a arte".

"A arte está escondida, mas presente em todos esses movimentos de recuperação

social. Graças a iniciativas pessoais e não-governamentais, está acontecendo".

"O fazer é muito importante para despertar a capacidade perceptiva para as nuances da construção artística"

 "Ao mesmo tempo, nossa história da arte pretende entrecruzar a linha do tempo com a análise das obras e da relação entre seus elementos, para tentar construir seu significado“.

 "É importante entender arte, que é a representação do país por seus próprios membros"

"E a configuração visual do país é dada pelas artes plásticas".





 FONTES DE PESQUISA:

http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=12

http://artesvisuaisemacao.blogspot.com/2007/10/resumo-proposta-triangular

http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/2490_1508.

IMAGEM:http://www.faygaostrower.org.br/noticias.php?ano=2010&destino=44

Falas: http://ensinandoartesvisuais.blogspot.com/2007/11/arte-como-educao-e-

cidadania-por-ana.

BIBLIOGRAFIA:

Entre memória e história / Ana Mae Barbosa, do livro: "Ensino da Arte: Memória e História".